segunda-feira, 27 de junho de 2016

A HIPOCRISIA DO AMOR FRATENAL

Ouvimos muito sobre o amor!
Ah, o amor! O belo e sincero amor!
Acredito ser impossível passar um dia sequer, sem ouvir falar obre o amor.
Ouvimos sobre o amor em canções românticas, em filmes, em novelas, nos telejornais, nos programas de TV e nos livros de história. Há aqueles quem tem a benção de dormir e acordar todos os dias, ao som de um "Eu Te Amo!". Há também aqueles que sonham com o amor e com o dia em que o amor será abundante em sua vida!
Ouvimos falar do amor que faz crescer, que edifica, que ilumina!
Também ouvimos falar do amor que mata, que destrói, que faz tudo ficar cinza!
 Mas principalmente, ouvimos sobre o amor quando somos incentivados a doar algo em apoio a uma determinada causa, seja ela social ou não.
O amor é uma grande benção, mas também pode ser uma armadilha muito perigosa!
Acredito no amor verdadeiro, não nesse amor que tem nos sido apresentado nos dias atuais!
Que amor é esse que nos leva a sermos egoístas?
Que amor é esse que nos leva a sermos manipuladores?
Que amor é esse que separa os "bons", dos "maus"?
Que amor é esse que aparece e de repente, se vai?
Que amor é esse que aponta os dedos?
Que amor é esse que insiste em mostrar para a mão esquerda, tudo o que o que foi realizado pela mão direita?
Que amor é esse que exige algo de alguém?
Que amor é esse que exige aquilo que ele mesmo não tem o hábito de praticar?
Que amor é esse que exige de todos, a postura idêntica a sua?
Que amor é esse que estende uma mão, tirando uma "selfie" com a outra?
Que amor é esse que vira as costas para aqueles que pensam diferentemente?
Que amor é esse que não se preocupa com o que o outro tem em seu prato?
Que amor é esse que esconde os seus erros e revela os erros dos demais?
Que amor é esse que aparece uma vez por ano, com presentes e flores e despreza nos outros 364 dias?
Que amor é esse que se porta com indecência, busca os seus interesses, se irrita e suspeita mal?
Que amor é esse que folga com a injustiça e não folga com a verdade?
Que amor é esse que nada sofre, nada crê, nada espera e nada suporta?
Afinal de contas, que amor é esse tão aclamado nos últimos dias?
Eu vejo fotos, vejo fatos, vejo lágrimas, vejo contendas, vejo guerras, vejo ofensas, vejo passeatas, carreatas, fogos de artifício, pirotecnia, luzes, fumaça, festas, panfletos, hospitais, alguém mergulhando na água, outro alguém molhando apenas sua cabeça, vejo o pão, vejo o vinho, vejo o apelo, o abraço e a benção final, aí eu me pergunto:
- E agora?  Vamos todos embora?  E daí?  Eu ainda estou aqui! Vocês me viram?
Eu acredito de verdade no amor!
Daquele que somos devedores e mesmo assim, não o colocamos em prática, sem esperar algo em troca!
Talvez eu esteja sendo muito rude em minhas palavras, mas sejamos sinceros: Você está realmente satisfeito com o amor que você tem dado e recebido?
Acredito de verdade que o amor é muito mais do que isso que temos visto!

(Daniel Gummi A. de Souza)




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